História

Em Natal, Rio Grande do Norte, jovens escritores decidiram unir forças, montar um selo literário e viabilizar as publicações dos seus próprios livros. Carlos Fialho, Patrício Jr e Daniel Minchoni começaram como autores inexperientes se aventurando na literatura. Hoje, são sócios da Editora Jovens Escribas.

Eles foram movidos pela inquietação de viver numa cidade em que a literatura produzida era basicamente regional. Cansados da falta de renovação da literatura potiguar, os autores arregaçaram as mangas e buscaram formas de viabilizar suas idéias.

Os autores passaram a ser convidados para eventos em Natal e outros Estados.  Participaram das Bienais de Natal, Paraíba e do Ceará; do Encontro Nacional de Escritores de Natal; da Balada Literária e do Encontros de Interrogação do Itaú Cultural (Carlos Fialho esteve entre os autores convidados), ambos em São Paulo; e da FLIPorto (Patrício Jr. foi convidado como um dos debatedores). Além disso, cobriram a FLIP 2007 para veículos locais.

Patrício, Minchoni e Fialho: e lá se vão 6 anos...

Com tanta repercussão, dentro e fora de Natal, e um trabalho de divulgação bem feito, os livros do selo são bastante procurados na capital potiguar e as noites de lançamento muito concorridas.

Os escritores do selo também lançaram seus livros em outras capitais. Em 2006, por causa dos livros publicados de forma independente, os Jovens Escribas chamaram a atenção dos escritores Marcelino Freire e Xico Sá, radicados em São Paulo. Quando receberam em mãos os livros publicados, decretaram que uma iniciativa assim não poderia ficar restrita ao Rio Grande do Norte. “O Brasil precisa conhecer esse projeto”, afirmou Xico Sá. A qualidade literária e beleza gráfica dos exemplares encheram os olhos dos autores que imediatamente convidaram os jovens natalenses a lançarem suas obras em terras paulistanas.

De lá praça, muitas águas rolaram. Com mais de 10 publicações, o selo virou editora e se profissionalizou. Agora, agrega também a Distribuidora DaGota, que leva os livros de várias editoras a estados como Pernambuco e Ceará; o selo Bons Costumes, que publia livros customizados de baixas tiragens; e a loja virtual Jovens Escribas, que comercializa exemplares físicos e virtuais para todo o mundo.

O futuro? Continuarão sendo jovens. Continuarão sendo escribas. E que muitos anos de trabalho venham por aí.